Nadja (1928), um dos primeiros romances surrealistas, foi considerado pelo autor a sua obra-chave. Fazendo uso de uma assumida fusão de géneros e de uma abundância de fotografias de Man Ray e de Jacques-André Boiffard, André Breton conta a história, misto de sonho e realidade, da breve e tempestuosa relação do narrador com Nadja, uma «alma errante», uma trágica e misteriosa jovem por quem se sente bizarramente fascinado. E é através dos olhos dessa mulher que ele é transportado numa deambulação por Paris e, ao mesmo tempo, numa profunda busca de si mesmo, uma tentativa de resposta à pergunta seminal com que abre a narrativa: «Quem sou?» Esta obra foi revista e reeditada pelo autor em 1963.
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