Ferro em Brasa é um linguadão dos antigos, pré-pandemia, nas beiças de Alfred Jarry. É uma flauta de negaça. É tudo o que Homero e Camões teriam escrito se tivessem menos génio e uma Famel. Urdido com candura rupestre por dedos de panarícios maculados, poder-se-á dizer que narra a quase-odisseia de um fumador de barras de dinamite, a relação incestuosa que manteve com a onda de Hokusai e o seu papel químico no trágico destino de mil Sósias-Simétricos em letra de corpo oito. Poder-se-á também dizer o avesso disto, sem que daí venha mal ao mundo além de azulejos rachados, ardósias garatujadas com os pratos do dia, o cumprimento de horários, uma telefonia desligada, a frescura de um crime ocasional, feridas saradas, despedidas voluntárias, guardanapos manchados. Terrorismo literário de dois partisans tresloucados, Ferro em Brasa é uma sinfonia absurdamente contemporânea, um texto rigorosamente desorganizado, um híbrido palimpséstico, referencial e auto-referencial, popular e erudito, gracioso e soez. Deixa-se ler muito bem.
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